
Um dia ela saiu, mal sabia pra onde ia, nem o que iria encontrar por la. Entrou no carro e ficou vendo pessoas se movimentarem e um mundo se mecher do lado de fora, só do lado de fora porque dentro do carro, dentro dela, não estava nada vivo estava tudo morto. Morto ela não sabe bem o motivo, ela já superou aquilo e a atrapalhava de viver. E sacudia a cabeça na esperança de espantar esses pensamentos.
Ao olhar procurava algo, quem sabe alguém.. Ela não consegue se explicar, mas sabe que assim que encontrasse saberia o que estava procurando.
Olhava, olhava e cada vez se frustava mais e mais. Desistiu abriu um livro e colocou seus fones, neles tocava a sua musica predileta aquela que a fazia chorar. Lendo o livro esqueceu-se de procurar o deconhecido e de esperar o desaparecido.
Mas apenas se destraiu por alguns instantes, logo teve que sair do carro e toda aquela procura iria começar de novo. Desceu e como alguem normal e feliz foi caminhando fazer o que deveria. Ela tinha que se manter ocupada, a qualquer discuido a procura voltava.
Depois de revolver tudo, ela tinha que voltar pra casa. Tinha que voltar pra aquele mundo desconhecido que havia se tornado sua vida depois de certo ponto. Não sabia bem explicar o motivo mas estava se sentindo frustada. Talvez por achar. Talvez por não sentir. Talvez por não ser.
Chegou em casa e olhou a sua volta, nada tinha mudado desde que ELA tinha mudado. Voltar ao normal seria uma questão de tempo. Mas não sei bem se é isso que ela quer. A busca acho que vai continuar por um vasto tempo, ela não se controla, ela não consegue.
A inexplicável, a despresível busca está dentro dela, está no coração dela. E nada tira, e nada impede. Só quando ela encontrar, só quando ela descobrir. Ai quem sabe talvez seja um pouco mais feliz. Por enquanto ela tem que se manter ocupada!
;*
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